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Devemos comemorar o hallowen?

Cada vez mais o mundo, influenciado pelos Estados Unidos, começa a celebrar o dia de Halloween, ou dia das bruxas. O que os católicos devem pensar sobre isso?

Primeiramente, vamos entender o que é o halloween. Este foi, originariamente, uma festividade dos povos celtas, que viviam em grande parte da Europa (Irlanda, Inglaterra, parte da França, etc) há séculos antes de Cristo. Estes povos, vivendo no paganismo, faziam uma celebração no fim do mês de outubro, marcando o fim do verão (samhain, na lingua celta) e o início de um novo ano, isso desde o ano. Segundo sua crença, na noite de 31 de outubro, abriam-se as portas da região dos mortos, sendo então possível o encontro do mundo dos mortos com o dos vivos. As almas de ancestrais e deuses viriam para este encontro com seus parentes. Algumas lendas falavam ainda da vinda destes espíritos para possuir os corpos dos vivos. Acendiam-se velas, dentro de abóboras no intuito de mostrar-lhes o caminho para as casas. Estes eventos eram itermediados pelos druidas, sacerdotes celtas, e pelas wiccas, bruxas, com oferendas de alimentos e orações em volta de fogueiras.

Com o advento do Cristianismo, a Igreja foi evangelizando toda a Europa, como missão que lhe foi dada por Jesus (Mt. 28,18). Como forma de evangelização, a Igreja substituia os erros pagãos, por cultos a Deus, muitas vezes por meio de seus santos. Foi assim que, no século XVII, o Papa Bonifácio designou a data de 1º de novembro como dia de todos os santos (All Hallows’ eve em lingua inglesa) e o dia seguinte como dia dos fiéis defuntos. Assim fazendo, a Igreja purificava o que havia na mentalidade pagã, ensinando que não há espíritos vacantes ou que venham nos visitar e que não devemos buscar este tipo de comunicação com os mortos (Lev. 20,27); que há, sim, a vida eterna com Deus, onde estão homens e mulheres que fizeram a sua vontade aqui na terra e que intercedem por nós (cf. Apoc. 6, 9ss).

Atualmente, como dito, tem-se recuperado cada vez mais essas tradições, por meio da massificação através do cinema e da televisão. As pessoas passam novamente a vestirem-se de bruxas e acham normal acreditar em reencarnação. Porém, o que poderia ser uma brincadeira inocente de crianças, pode vir a ser algo muito perigoso. O mal normalmente esconde-se por trás de algo que, à primeira vista se apresenta como inocente, justamente para enganar os filhos de Deus. Pelo que vimos, percebemos que o halloween, em sua origem, tem suas raizes em crença de reencarnação e invocação dos mortos, o que é claramente condenável pela Palavra de Deus (cf. Lev. 20,27). Em nossos dias, cada vez mais difunde-se a bruxaria, ensinando as crianças a fazerem feitiços (basta ver, como exemplo, Harry Poter). Os pais católicos devem estar atentos com isso, ensinando seus filhos a verdadeira fé, ou seja, a vida eterna com Deus e seus anjos. Devemos tomar cuidado para que o nosso pais, evangelizado na fé católica, não passe a professar cultos pagãos.

Pe. Silvio, MIC
 
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