| Para respondermos a esta questão, faz-se necessário, antes de mais nada, distinguir bem o que seja uma pessoa homossexual.
A homossexualidade
“A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo” (muitas vezes usa-se o termo lesbianismo para tal prática entre o sexo feminino) (Cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2357).
O homossexual pode ser:
1) pessoas com tendência homossexual, mas que a ela resistem, ou seja, não praticam aquilo que o desejo lhes impele;
2) pessoas que tiveram uma experiência homossexual, geralmente na infância, e, por não terem uma formação adequada e um estado de maturidade ainda incompleto (geralmente na idade da adolescência), “acham" que são homossexuais, podendo passar a praticar o ato;
3) pessoas que assumiram a vida homossexual, não se importando com a imoralidade desta e mesmo vendo nela uma prática “normal” e até motivo de orgulho e propagação;
Causa (s) do homossexualismo
A prática homossexual é uma disfunção, que pode ter várias causas, mas não há uma causa biológica. Geralmente têm origem na relação com os pais e com os companheiros na infância e na adolescência.
No entanto, a causa direta dos atos de homossexualidade é a livre vontade humana. Nesse sentido, é correto dizer que o homossexualismo é uma “opção”. Uma opção má, mas uma opção.
O homossexualismo é, antes e acima de tudo, um vício, ou seja, algo que se opõe diretamente a uma virtude, no caso à virtude da castidade, que regula o instinto sexual segundo a reta razão.
Além de ser contrário à moral (assim como o adultério), ele contraria a natureza: (como também a bestialidade, a relação sexual anal, oral, etc), o que o torna mais grave entre todas as espécies de luxúria.
O que diz a Igreja sobre a homossexualidade
A Igreja é muita clara sobre sua posição quanto à homossexualidade:
“Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”. (Cat. 2357)
Note-se que a Igreja fala, “apoiando-se na Sagrada Escritura” (cf. Lv. 18,22; Rom 1,24-27) fala abertamente contra o homossexualismo enquanto prática, ou seja, a pessoa pode até sentir sem si uma atração por outro sexo, mas isso não é nem mesmo pecado, se ela luta para não se entregar a esta atração. Caso contrário, se ela aceita e pratica tais atos, ela esta em pecado grave.
Note-se, todavia, que há pessoas que sofrem tais atrações homossexuais sem o desejarem. Sobre estes, diz a Igreja:
“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição” (Cat. n. 2358)
Com isso respondemos à pergunta acima, se um homossexual pode ou não receber a Eucaristia. Caso ele sofra atrações pelo mesmo sexo, mas luta contra o pecado (aceitar e praticar tais atrações), não há pecado e ele pode – e deve – receber a Eucaristia. Caso ele viva uma vida depravada, ele jamais poderia receber a Eucaristia, pois estaria comendo sua própria condenação (cf. 1 Cor. 11,27-30). Neste caso não há uma discriminação humana, mas uma proibição explícita da parte do próprio Deus, que fala por sua Palavra.
Assim como todo batizado, o homossexual é chamado a assumir a cruz e lutar pela santidade, como nos diz a Igreja:
“As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”. (Cat. n. 2359)
Pe. Silvio, MIC |