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Respostas às Dúvidas Enviadas
É "normal" sentir algo quando se reza por alguém?
Deus tem caminhos que muitas vezes não são compreendidos por nós. O ministério (e mistério) de intercessão e de cura e libertação é um deles. Nem sempre é como uma matemática, onde 2 + 2 = 4. Acontecem coisas "estranhas" muitas vezes.
São Paulo, por exemplo, dizia completar no seu corpo o que faltava à cruz de Cristo (Cl 1,24).
Nosso corpo juntamente com a nossa alma formam um todo que é o ser humano e nada mais "normal" que um influencie sobre o outro. Sabemos que o combate espiritual é, como o próprio nome já diz, a nível espiritual (ou seja, da dimensão da união com Deus), mas o corpo também participa deste combate. Às vezes de forma muito natural, como, por exemplo, quando você reza por muitas pessoas, de forma seguida, e, depois, voltando para casa, se sente cansado (a). Assim como o corpo se cansaria depois de um dia de trabalho manual ou mental, ele pode se cansar depois do "trabalho" espiritual (lembremo-nos da intercessão de Moisés enquanto Israel combatia; Ex. 17, 8ss).
Além desse cansaço natural, às vezes, de forma não tão freqüente, o corpo também sente "coisas estranhas" durante um processo de intercessão ou cura e libertação.
Devido à união que o intercessor está tendo naquele momento com a pessoa que recebe a oração (lembremo-nos que somos todos um no Corpo de Cristo, sendo que participamos das dores e alegrias dos outros (cf. I Cor. 12, 26), ele pode perceber certos sinais no seu corpo, com o objetivo que ele possa discernir o que está em questão naquele combate espiritual (por exemplo, pode sentir uma grande ira e, com discernimento, saber que aquela ira não é sua, mas é um espírito de ira que está agindo ali e precisa ser renunciado para ser expulso; pode sentir vontade de vomitar, sabendo que não é uma vontade natural, mas indício da contaminação espiritual que está sobre o outro, etc).
Portanto, nada que se surpreender se coisas semelhantes aconteçam. No entanto, vale sempre lembrar algumas necessidades básicas para quem está no ministério de intercessão, de cura e libertação: participar sempre dos sacramentos da Igreja (Eucaristia e Reconciliação), jejuar, orar sempre e ter formação na área.
 
Pe. Silvio, MIC
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