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O que é a Seicho-no-iê?
Sabemos que nos últimos anos muitas religiões têm surgido e, graças ao nível de interdependência que a humanidade se encontra (vivemos em uma “aldeia global”) essas religiões se instalam e vários lugares, encontrando novos adeptos.
A Seicho-no-iê é uma religião ou filosofia de vida (como lhe chamam os seus adeptos) que surgiu no Japão, em 1930, fundada por Masaharu Taniguchi. Ela mistura um pouco da crença de várias religiões (do budismo e do cristianismo principalmente), formando uma verdadeira salada, tudo com o objetivo de atingir a felicidade.
 
Crenças
A Seicho-no-iê prega que o mundo que vemos, material, na verdade não existe, mas é um produto de nossa mente, pois só existe a realidade espiritual.
Prega que também o mal e o pecado não existem, sendo novamente produtos de uma mente que não pensa corretamente.
Prega ainda que ao sair deste mundo os espíritos se alimentam de nossas boas ou más vibrações mentais, daí a necessidade de oferecer-lhes alimento, pois assim estamos juntamente com o alimento físico oferecendo o alimento da vibração da mente.
Propõe assim que o caminho para a felicidade está em pensar corretamente, ou melhor, ter um pensamento positivo sobre as coisas.
 
O que o católico deve refletir sobre isso
 
Fica claro no Novo Testamento, tanto nos Evangelhos (Palavras de Jesus) como nas Cartas (São Paulo, São Pedro, etc) que o cristão, por ser batizado, está na luz, vivendo na graça de Deus (desde que viva o seu batismo com seriedade), não precisando de nenhuma outra salvação e ensinamento (I João 2,21-25).
Ora, como ponto de partida, o católico não pode conciliar a sua fé com as crenças da Seicho-no-iê (bem como com nenhuma outra religião).
Quando se adentra no significado das crenças desta religião, como expostos acima, se percebe mais ainda a inconsistência em se unir estas duas religiões.
O mundo existe, foi criado por Deus. Jesus assumiu a nossa carne (Jo 1,14) e deu a vida por nós. Sofreu na cruz; e não por não ter bons pensamentos, mas pela maldade dos homens. O mal existe, a começar pelo Demônio (I João 3,8), tanto que Jesus veio ao mundo para destruir as obras do Maligno (I João 3,8) e para tirar dele (do mundo) o pecado (I João 3,5). Quem diz que o pecado não existe é mentiroso (I João 1,8). Quem deixa este mundo, após um período de purificação no purgatório (ver sobre isso neste site) vai para junto de Deus no céu e não precisa de nenhuma “boa vibração de nossas mentes”. Os que ainda se purificam precisam de nossa oração (II Macabeus 12, 42).
Por fim, para que sejamos salvos, devemos aceitar que Jesus é o Filho de Deus e crer em tudo o que Ele falou, inclusive na necessidade de carregarmos a cruz (sofrimentos, perseguições, etc) nesta vida (Mateus 16,24).
Meu irmão, por tudo isso (e quanto mais poderia ser dito!!!) fica claro que não é possível ser católico e adepto a Seicho-no-iê ao mesmo tempo, pois aceitar os ensinamentos desta religião, como visto acima, é negar a Bíblia.
É claro que os ensinamentos da Seicho-no-iê atraem a muitos por falar da felicidade. Quem não quer a felicidade? Fomos feitos para ela e é justo buscá-la, todavia, a verdadeira felicidade não passa pelo pensamento positivo da mente (que pode, sim, ajudar bastante), mas por uma vida que faz a vontade de Deus, inclusive aceitando as contrariedades que nos aparecem, como fizeram Jesus e os santos.
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