Apostolado da Divina Misericórdia
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Por que da Festa da Divina Misericórdia?
            No Diário de Santa Faustina, o próprio Jesus faz pelo menos quinze pedidos para que seja estabelecida, em toda a Igreja, oficialmente, a “Festa da Misericórdia”. Jesus diz:
            Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha Misericórdia (Diário, 699).
            Entre todas as manifestações exteriores da Devoção, a Festa da Misericórdia ocupa o primeiro lugar.
 
Jesus falou sobre esta Festa já na primeira revelação:
 
Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia (Diário, 49).
 
 
Jesus relacionou com a esta Festa uma graça especial: o perdão de todas as culpas e penas. Esta graça prometida por Jesus é algo muito maior do que a indulgência plenária, é uma da graças que recebemos no Batismo. Além da exigência da confiança, a promessa foi relacionada diretamente com a santa Eucaristia, recebida neste dia. Isso pressupõe evidentemente o sacramento da penitência, recebido antes.
 
A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas (Diário, 699)
 
A Festa tem também a dimensão escatológica bem acentuada. Jesus defina a Festa como “última tábua da salvação e sugere, portanto como um momento excepcional da atuação de Cristo Misericordioso:
 
As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade. — Secretária da Minha misericórdia, escreve, fala às almas desta Minha grande misericórdia, porque está próximo o dia terrível, o dia da Minha justiça (Diário, 965).
 
 
O assunto da pregação, nesta Festa, deve ser a Misericórdia de Deus que, por sua natureza se volta para os mais fracos, mais necessitados, isto é para os pecadores. Deve portanto despertar e estimular todos e especialmente os pecadores a uma grande confiança em Deus, que “entregou o Seu Filho único, para todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
 
Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores... A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas... Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate (Diário, 699).
 
A Festa da Misericórdia deve ser comemorada no segundo domingo da Páscoa. A escolha desse domingo, bem como o desejo expresso por Jesus de que nesse dia os sacerdotes façam sermões sobre a Misericórdia Divina, indica que Jesus vê uma relação estreita entre o mistério pascal da nossa Redenção e essa Festa. Ela nos convida a refletirmos sobre o mistério da nossa Redenção como maior manifestação da Misericórdia Divina diante de nós. Essa relação entre a Festa da Misericórdia e o mistério da Redenção foi também precedida pela Santa Faustina, quando escrevia em 1935: “Agora vejo que a obra da Redenção está ligada com a obra da misericórdia que o Senhor está exigindo” (Diário, 89)
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