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Padre Pio continua sendo perseguido
São Pio de Pieltrecina, mais conhecido como Pe. Pio, levou toda uma vida de oração, serviço e luta contra o mal no amor a Deus.
Parece que mesmo depois de sua morte a luta continua, não o afetando é claro, pois ele está na glória com Jesus, mas um ataque à Igreja, o que não surpreende.
Na edição de ontem o programa da rede globo, “Fantástico”, explorando a curiosidade e lançando afirmações ao ar, como lhe é característico, colocou em dúvidas os estigmas de São Pio.
Na verdade, o mesmo já havia sido feito com o Pe. Pio ainda em vida. Segue uma breve descrição de sua vida e a certeza que pos nós ele intercede continuamente.
Carregando as chagas de Cristo
Padre Pio recebeu seu primeiro estigma aos 23 anos durante um período de convalescência em casa. Desejando não chamar atenção para si próprio, ele suplicou a Deus para lhe tirar os sinais das chagas de Cristo.
Deus respondeu à sua oração. Os sinais externos do estigma sumiram.
Em setembro de 1918, contudo, depois de ser transferido para um convento muito pobre e distante, o Monastério de Nossa Senhora da Graça em São Giovanni Rotondo, Padre Pio recebeu os sinais físicos dos estigmas novamente.
Por 50 anos, ele carregou aquelas dolorosas chagas que causavam não somente agonia física, mas também sofrimento psicológico e espiritual. Padre Pio - um humilde frei que desejava permanecer oculto e que uma vez referiu-se a si próprio como insosso "macarrão sem sal" - de repente tornou-se o centro das atenções. Pessoas peregrinavam de toda Europa até o monastério, muitos por simples curiosidades. Padre Pio recebia a eles e os ajudava em suas necessidades. Dormindo não mais do que três horas por noite, ele gastava o resto do seu tempo na Missa, no confessionário ou em oração.
Suportando perseguição
Então o Senhor enviou a ele uma grande prova. Algumas pessoas, ressentidas dos dons de Padre Pio, espalharam rumores maliciosos sobre ele.
Doutores, especialistas, e até mesmo um bispo o acusou de fraude. Pe. Pio foi examinado por 3 médicos em 1919. O Dr. Romanelli deixou cinco relatórios nos quais classificou como causas desconhecidas das comuns as feridas do Pe. Pio. Já o prof. Bignani o acusou de fraude, por colocar tintura de iodo nas feridas. O Dr. Jorge Festa fez vários exames e publicou um longo estudo, no qual novamente afirmava a origem desconhecida pela ciência de suas chagas. Houve ainda acusações de que Pe. Pio usava acido para criar as chagas. E afirmaram que o odor da santidade, que emanava de seus estigmas, era gerados por perfume,
Como resultado, entre os anos de 1922-1933, o Vaticano publicou cinco decretos alertando o público sobre o Padre Pio. A Santa Sé o restringiu de ouvir confissões e de celebrar a Missa em público. O diretor espiritual de Padre Pio, Padre Augustino de San Marco disse que o santo às vezes chorava durante este tempo. Ele não podia entender porque as autoridades da Igreja estavam o punindo. Ainda assim, o humilde padre permaneceu obediente à Cruz. Não protestou nenhuma vez.
Ao invés disse, ele ofereceu seu sofrimento em favor dos outros. E rezava.
Rezando continuamente
Sua já intensa vida de oração aprofundou-se, centrada na Missa diária, o que para ela foi o ponto alto de sua vida. Durante as Missas, que duravam 2 a 3 horas, ele freqüentemente derramava lágrimas, e era consciente não somente de Cristo crucificado, mas também de Maria ao pé da cruz. Falando sobre a Missa a uma "criança espiritual", ele disse: "Não deixe o altar sem derramar lágrimas de amor e pena por Jesus, que foi crucificado pela sua eterna saúde. Nossa Senhora das Dores será sua companhia e sua doce inspiração".
Durante este tempo de dificuldade, quando não estava rezando a Missa, Padre Pio rezava o rosário continuamente. Ele brincava com um de seus confrades que ele poderia rezar o rosário e fazer outras três atividades ao mesmo tempo. Quando alguém pedia a ele um plano de oração, Padre Pio respondia, "Minha criança, o Santo Rosário".
Padre Pio sabia o valor da oração, e constantemente exortava àqueles que encontrava a orar. "Sejamos constantes e perseverantes na oração", dizia ele, "mesmo quando não sentimos isso".
Confessor
Quando o Vaticano finalmente cessou as restrições sobre Padre Pio em 1933, mais pessoas que nunca peregrinaram até Sâo Giovani Rotondo para confessar seus pecado a este santo homem. Pessoas esperavam dias, semanas, e às vezes meses por uma oportunidade de entrar em seu confessionário, sabendo que ele era o padre que podia ler os corações dos outros. Ele podia sentia suas dores; ele sabia os seus pecados; ele percebia a sinceridade do penitente. Quando um penitente dizia preocupado que não tinha contado todos os pecados, Padre Pio dizia, "Não se preocupe, eu sei o que esta dentro de você."
Dirigindo os outros a Deus
Muitos que encontraram Padre Pio se converteram. Um exemplo memorável foi a conversão de Italia Betti - uma notável italiana ateísta que ela conhecida como "Paixão Vermelha" e que viajava pela Itália em sua motocicleta vermelha. Após visitar o Padre Pio ela arrumou sua via e viveu como uma santa mulher.
Padre Pio tinha também o dom da profecia, e usava este dom em favor dos pecadores. Um dia na sacristia antes da Missa, ele contou a um policial para tirar uma folga do trabalho e dizer um adeus à sua família, pois ele ia morrer logo. O policial obedeceu a Padre Pio e, como fora predito, morreu uma semana depois. Padre Pio não buscava nem fama nem dons extraordinários. Ele somente pedia pelo sacrifício e anonimato. Freqüentemente dizia, "Eu somente quero ser um pobre frei que reza".
Mas Deus ordenou o contrário. O nome deste humilde frei que sofreu tanto pelas almas é agora inscrito na lista de honra dos Santos da Igreja. No Céu, ele é para sempre unido com Jesus e Maria, que o guiaram em sua missão de compartilhar a Paixão de Cristo e ser o "pais" das almas. E como sua fama se espalha devido à sua canonização, ele continua a rezar pelos "pobres pecadores" e dirigir suas crianças espirituais para suas casas celestiais. |