| Encontro terá como tema a Palavra de Deus
O Papa Bento XVI nomeou o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, um dos presidentes delegados para a XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Com o tema «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja», a assembléia sinodal irá se reunir no Vaticano de 5 a 26 de outubro. Junto de Dom Odilo, o Papa também nomeou presidentes delegados da reunião os cardeais William Joseph Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e Oswald Gracias, arcebispo de Bombaim (Índia). No dia 12 de junho, a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos publicou o “Instrumentum laboris” (Documento de trabalho) da assembléia, cujo texto, com 8 capítulos, pode ser encontrado no site do Vaticano.
Dentre as “expectativas comuns” apontadas no documento, indicam-se as seguintes (n. 3):
“- a necessidade de dar primazia à Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, exigindo ao mesmo tempo a coragem e a criatividade de uma pedagogia da comunicação apropriada aos tempos (cultura, contextos atuais de vida, comunicação);
- o convite a reconhecer que a Palavra de Deus é Jesus Cristo, o que implica que se leia toda a Bíblia à luz do seu mistério, de modo especial na celebração litúrgica e, mais ainda, na Eucaristia dominical;
- a afirmação de que é o Espírito Santo que leva à compreensão completa da Palavra de Deus, permitindo-nos compreendê-la e animando a leitura da Bíblia na Igreja, na sua Tradição viva de anúncio e de caridade; assim, a escuta da Palavra de Deus e toda a leitura da Bíblia exigem que se pertença à comunidade da Igreja em atitude de comunhão e de serviço;
- a certeza de que a Bíblia é revelação da Palavra de Deus, embora com muitas dificuldades de compreensão, sobretudo no Antigo Testamento;
- o grande desejo dos fiéis de ouvir a Palavra de Deus, a que se responde com apreciáveis iniciativas pastorais; mas, por outro lado, a percepção da necessidade urgente de superar a indiferença, a ignorância e confusão sobre as verdades da fé relativas à Palavra de Deus, a falta de preparação e de subsídios bíblicos;
- a necessidade de uma pastoral bíblica e também de uma animação bíblica de toda a pastoral, que inclua o ensino de todas as verdades da fé;
- a necessária comunhão na fé e na prática da Palavra de Deus, pedindo-se, ao mesmo tempo, que cada Igreja particular assuma a responsabilidade de acolher a Palavra no contexto da sua situação peculiar;
- o diferente modo de abordar a Bíblia na Tradição latina e na Tradição oriental, realçando a conveniência em dar a conhecê-las e considerá-las uma riqueza;
- a competência e a responsabilidade dos Pastores em relação ao anúncio da Palavra de Deus, o que exige uma constante atualização da sua formação;
- a urgência de que o laicado não seja apenas um sujeito passivo, mas se torne, ao mesmo tempo, ouvinte da Palavra de Deus e seu anunciador, devidamente preparado e apoiado pela comunidade;
- a certeza de que Deus dirige a sua Palavra de salvação a todos os homens, a começar pelos mais pobres, e que, portanto, quer que a sua Palavra seja objeto da missão, isto é, se dê a conhecê-la a todos os povos como Boa Nova de libertação, consolação e salvação, promovendo o diálogo dentro das Igrejas e comunidades cristãs e com as outras religiões, mormente com as numerosas culturas, não esquecendo as muitas sementes de verdade que a providência de Deus colocou nelas”.
(cf. www.zenit.org e www.vatican.va) |