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STF libera uso de células-tronco embrionárias; um atentado à vida

O Supremo Tribunal Federal (STF)  aceitou como constitucional, por 6 votos a 5, o artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05) que permite o uso para pesquisas e terapias das células-tronco obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não-utilizadas no respectivo procedimento.

Na prática, a partir de agora, todos os embriões (seres humanos no seu estágio inicial de vida) fecundados em laboratório (in vitro) que não forem usados na implantação no útero materno servirão de material para pesquisas (cobaias). Como bem expressou a bioquímica Lenise Garcia, professora do departamento de biologia celular da UnB (Universidade de Brasília), a liberação das pesquisas é "uma derrota para a dignidade humana", em um cenário em que o homem "perde consciência de si mesmo".

Com isso, o Brasil entra para um restrito grupo de Países (em sua maioria não católicos) que ofendem a Deus, o doador da vida, por acharem-se no direito de manipulá-la a seu gosto e ambição.

Precedente

Com a aprovação da lei, o Tribunal abre o precedente de não reconhecer a vida humana ainda no ventre materno, pois essa teria direitos no Estado somente após o nascimento. Um precedente para o aborto. Contraria-se assim o que a própria ciência diz, ou seja, que à partir da fecundação já há uma nova vida humana, uma vez que o material genético do novo ser é totalmente outro.

Mídia

Com este fato ficou categórica a ação generalizada dos meios de comunicação como mecanismos não isentos na busca da verdade. Na cobertura feita de todo esse evento, o que se falava era sempre de uma luta entre a ciência contra a religião (alguns destacavam diretamente a Igreja Católica), dando a entender que a religião, sem nenhum embasamento científico, queria impor ao Estado a sua fé. Jamais se falou que não é tanto um problema de fé, mas de defesa da vida, ou seja, que independente da fé, a vida humana está presente no embrião e por isso não pode ser destruída; tal afirmação não é um dado da fé, mas da própria ciência.

Além disso, os mesmos meios de comunicação faziam eco ao argumento falacioso dos defensores da pesquisa, prometendo curas mirabolantes aos portadores de deficiência física (daí a cena comovente de pessoas em cadeiras de roda no Tribunal. Ora, nada se diz à população que há dois tipos de pesquisas: o que acaba de ser aprovado, ou seja, com células-tronco embrionárias, destruindo uma vida; e a pesquisa com células-tronco adultas (células da coluna, da pele, do cordão umbilical, etc), que não destroem a vida. Enquanto que a primeira não tem dado resultados, daí a falácia, a segunda tem avançado muito.

 

 

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